O Silêncio dos Gestos

Cristina Leal
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Nas vozes que gritam, mais voz que temor
No medo que assombra, mais eco que voz

O eco dos sonhos grita calado:
“A palavra nem sempre sabe mostrar”

Precisa do silêncio e precisa do gesto
É o gesto silencioso que aprende a falar

Precisa do toque e precisa dos lábios
É o silêncio falado aprendendo a tocar

E toca bem dentro e mistura-se ao sangue
Todo ar que assim eu possa guardar

Gesticula o grito no silêncio do eco
Buscando no hoje o que o futuro trará

Que venha então com dimensões de universo
Que venha assim repleto de mar

É o renascimento da cor que a aurora anuncia
E todo o calor em que eu possa me banhar.

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# “Nas estrelas do universo,
# Sete novas criei pra você…
# Agora… são suas!”

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3 pensamentos sobre “O Silêncio dos Gestos

  1. Sinésio Neto disse:

    A verdadeira linguagem: o silêncio.

    Belo texto!

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