Rebirth

Rebirth – Angra

“Refrescante brisa de um dia de verão
Ouvindo ecos de seu coração
Aprendendo a recompor as palavras
Deixo o tempo voar

Alegres gaivotas vagam nas praias
Não soará uma só nota
Ergo minha cabeça após enxugar meu rosto
Deixo o tempo voar

Relembrando, recuando
Retornando, recordando
Uma conversa fiada da qual sente falta
Mais sagaz porém mais velho agora

Um líder, um aprendiz
Um leal iniciante
Um locatário de insensatez
Tão lúcido numa selva
Um ajudante, um pecador
O sorriso agonizante de um espantalho

Minutos giram e giram
Em minha cabeça
Meu peito explodirá
Caindo em pedaços
A chuva chega ao solo…. sangue!

Um minuto para sempre
Um pecador se arrependendo
Termina minha vulgar miséria

Vou pelos ventos de um novo dia
Alto aonde as montanhas alcançam
Reencontrei minha esperança e orgulho
Renascimento de um homem”

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Hora de voar…

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Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro
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# A Menina Zumbi segue voando,
# Só que agora mais alto.
# renasce a cada mergulho
# Mais forte, mais viva…

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Jiu Jitsu… a Suave Arte da Liberdade!

Gracie Barra - Pe

Gracie Barra - Pe

E fez-se um novo mundo…

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# E daquele dia em diante,
# A Menina Zumbi não pode mais
# Se contentar com o Jardim da Gaiola…
# Havia sentido o sabor da liberdade,
# Da espera e da coragem!
# O Menino dos Olhos de Diamante
# Que permanecia em seu mundo,
# Era lembrado em todas as horas,
# Mas agora um novo universo nascia
# E a Menina quis andar, e andar mais ainda…

Primeiros Erros

Kiko Zambianchi – Dinho Ouro Preto
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Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
E eu não deixo meus passos no chão
Se você não entende, não vê
Se não me vê não entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende

Se meu corpo virasse sol
Se minha mente virasse sol
Mas só chove e chove
Chove e chove

Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar chover
Nos primeiros erros
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove e chove
Chove e chove
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# E a Menina Zumbi sorriu a
# Lembrança que tanto guardou  e
# Que ainda a mantinha aqui.
# Sentiu, pensou e sentiu, mas sabia que…
# Quanto mais o tempo passava, mais
# A distância a afastava do
# Menino dos Olhos de Diamante…

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“…Pode ser que um dia nos afastemos…
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos…
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.”

Albert Einstein

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Nascente

 

Beto Guedes
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Clareia manhã
O sol vai esconder a clara estrela
Ardente, pérola do céu refletindo teus olhos
A luz do dia a contemplar seu corpo
Sedento, louco de prazer e desejos
Ardentes…

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# Os últimos dias tinham sido difíceis e
# Fizeram com que a Menina se visse perdida e só,
# Mas hoje, quando já comecava a contar quantas
# Vezes tinha visto o sol se pôr apenas nesse dia,
# Sentiu que o Menino dos Olhos de Diamante voltara,
# Ele que havia feito uma grande viagem
# Enquanto ela sonhava, estava agora bem próximo…
# Procurou os sinais e os encontrou em algumas
# Poucas palavras repletas de reticências……….
# Ficou agitada, mas feliz, e
# Seu coração sentiu um calor intenso…
# Às vezes ela não tinha certeza
# Se estava sonhando o que sonhava…
# E como em todas as noites que não conseguia
# Dormir, sentou-se no jardim da gaiola
# E esperou o céu clarear e colorir o dia…
# Seus sorrisos encheram o jardim de felicidade
# E ela sorriu mais ainda..
# Foi quando percebeu que sentia sono…
# Ela deitou, dormiu e sonhou mais um sonho.

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# Nascente é uma belíssima música de Beto Guedes
# Simples e completa…

Invictus!

William Ernest Henley
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De dentro da noite que me cobre,
Negra como a cova, de ponta a ponta,
Eu agradeço a quaisquer deuses que sejam,
Pela minha alma inconquistável.

Na cruel garra da situação,
Não estremeci, nem gritei em voz alta.
Sob a pancada do acaso,
Minha cabeça está ensanguentada, mas não curvada.

Além deste lugar de ira e lágrimas
Avulta-se apenas o Horror das sombras.
E apesar da ameaça dos anos,
Encontra-me, e me encontrará destemido.

Não importa quão estreito o portal,
Quão carregada de punições a lista,
Sou o mestre do meu destino:
Sou o capitão da minha alma.

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# E como à muito tempo desejava,
# Neste dia a Menina Zumbi
# Caminhou sozinha até o mar,
# Sentiu medo por estar
# Fora do jardim da gaiola,
# Mas seu pés a levaram mesmo assim…
# Enquanto se maravilhava
# Com a breve liberdade, pensou
# No Menino dos Olhos de Diamante e
# Desejou poder compartilhar com ele
# Toda a coragem que sentia…

# Finalizado aquele momento,
# Recitou em seu coração
# O poema Invictus de William Henley
# Repetindo muitas vezes:

# “Não importa quão estreito o portal,
# Quão carregada de punições a lista,
# Sou o mestre do meu destino:
# Sou o capitão da minha alma.”

# Voltou então ao seu jardim
# Sentindo-se orgulhosa de sua coragem!

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Leia ao som da música Shy, Sonata Arctica!
“Make sure that you can’t see me, hoping you will see me…

# Ao Grande Mestre com carinho…

Soneto

De Luiz de Camões
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Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?

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# E o Menino dos Olhos de Diamantes
# Continuava distante… mas a distância
# O fazia cada dia mais presente…
# A Menina Zumbi podia quase sentir-lhe
# Os movimentos, pois o cheiro dele
# A envolvia em círculos
# E a fazia girar…

# E ainda continua a Lenda do
# Menino dos Olhos de Diamante
# E a Menina Zumbi…

O pôr-do-Sol…

Por Antoine de Saint-Exupéry
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Assim eu comecei a compreender, pouco a pouco, meu pequeno principezinho, a tua vidinha melancólica. Muito tempo não tiveste outra distração que a doçura do pôr-do-sol. Aprendi esse novo detalhe quando me disseste, na manhã do quarto dia:

– Gosto muito de pôr-do-sol. Vamos ver um …
– Mas é preciso esperar.
– Esperar o quê?
– Esperar que o sol se ponha.

Tu fizeste um ar de surpresa, e, logo depois, riste de ti mesmo. Disseste-me:
Eu imagino sempre estar em casa!

De fato. Quando é meio-dia nos Estados Unidos, o sol, todo mundo sabe, está se deitando na França. Bastaria ir à França num minuto para assistir ao pôr-do-sol. Infelizmente, a França é longe demais. Mas no teu pequeno planeta, bastava apenas recuar um pouco a cadeira. E contemplavas o crepúsculo todas as vezes que desejavas. . .

Um dia eu vi o sol se pôr quarenta e três vezes!
E um pouco mais tarde acrescentaste:
Quando a gente está triste demais, gosta do pôr-do-sol …
– Estavas tão triste assim no dia dos quarenta e três?
Mas o principezinho não respondeu.

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# Ontem eu vi o sol se por quarenta e três vezes…
# Tempo de recomeçar!