Jiu Jitsu… a Suave Arte da Liberdade!

Gracie Barra - Pe

Gracie Barra - Pe

E fez-se um novo mundo…

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# E daquele dia em diante,
# A Menina Zumbi não pode mais
# Se contentar com o Jardim da Gaiola…
# Havia sentido o sabor da liberdade,
# Da espera e da coragem!
# O Menino dos Olhos de Diamante
# Que permanecia em seu mundo,
# Era lembrado em todas as horas,
# Mas agora um novo universo nascia
# E a Menina quis andar, e andar mais ainda…

Invictus!

William Ernest Henley
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De dentro da noite que me cobre,
Negra como a cova, de ponta a ponta,
Eu agradeço a quaisquer deuses que sejam,
Pela minha alma inconquistável.

Na cruel garra da situação,
Não estremeci, nem gritei em voz alta.
Sob a pancada do acaso,
Minha cabeça está ensanguentada, mas não curvada.

Além deste lugar de ira e lágrimas
Avulta-se apenas o Horror das sombras.
E apesar da ameaça dos anos,
Encontra-me, e me encontrará destemido.

Não importa quão estreito o portal,
Quão carregada de punições a lista,
Sou o mestre do meu destino:
Sou o capitão da minha alma.

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# E como à muito tempo desejava,
# Neste dia a Menina Zumbi
# Caminhou sozinha até o mar,
# Sentiu medo por estar
# Fora do jardim da gaiola,
# Mas seu pés a levaram mesmo assim…
# Enquanto se maravilhava
# Com a breve liberdade, pensou
# No Menino dos Olhos de Diamante e
# Desejou poder compartilhar com ele
# Toda a coragem que sentia…

# Finalizado aquele momento,
# Recitou em seu coração
# O poema Invictus de William Henley
# Repetindo muitas vezes:

# “Não importa quão estreito o portal,
# Quão carregada de punições a lista,
# Sou o mestre do meu destino:
# Sou o capitão da minha alma.”

# Voltou então ao seu jardim
# Sentindo-se orgulhosa de sua coragem!

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Leia ao som da música Shy, Sonata Arctica!
“Make sure that you can’t see me, hoping you will see me…

# Ao Grande Mestre com carinho…

O pôr-do-Sol…

Por Antoine de Saint-Exupéry
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Assim eu comecei a compreender, pouco a pouco, meu pequeno principezinho, a tua vidinha melancólica. Muito tempo não tiveste outra distração que a doçura do pôr-do-sol. Aprendi esse novo detalhe quando me disseste, na manhã do quarto dia:

– Gosto muito de pôr-do-sol. Vamos ver um …
– Mas é preciso esperar.
– Esperar o quê?
– Esperar que o sol se ponha.

Tu fizeste um ar de surpresa, e, logo depois, riste de ti mesmo. Disseste-me:
Eu imagino sempre estar em casa!

De fato. Quando é meio-dia nos Estados Unidos, o sol, todo mundo sabe, está se deitando na França. Bastaria ir à França num minuto para assistir ao pôr-do-sol. Infelizmente, a França é longe demais. Mas no teu pequeno planeta, bastava apenas recuar um pouco a cadeira. E contemplavas o crepúsculo todas as vezes que desejavas. . .

Um dia eu vi o sol se pôr quarenta e três vezes!
E um pouco mais tarde acrescentaste:
Quando a gente está triste demais, gosta do pôr-do-sol …
– Estavas tão triste assim no dia dos quarenta e três?
Mas o principezinho não respondeu.

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# Ontem eu vi o sol se por quarenta e três vezes…
# Tempo de recomeçar!

A Fonte

Extraído do livro O Pequeno Príncipe
de Antoine de Saint Exupéry
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– Bom dia, disse o principezinho.
– Bom dia, disse o vendedor.
Era um vendedor de pílulas aperfeiçoadas que aplacavam a sede. Toma-se uma por semana e não é mais preciso beber.
– Por que vendes isso? perguntou o principezinho.
– É uma grande economia de tempo, disse o vendedor. Os peritos calcularam – A gente ganha cinqüenta e três minutos por semana.
– E que se faz, então, com os cinqüenta e três minutos?
– O que a gente quiser…
“Eu, pensou o principezinho, se tivesse cinqüenta e três minutos para gastar, iria
caminhando passo a passo, mãos no bolso, na direção de uma fonte. . .”

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# E eu também…